sexta, 25/09Conversa · Palestra
"Do silêncio ao tempo", conferência por Maria Mota
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A Casa Reynaldo dos Santos e Irene Quilhó dos Santos, na Parede, recebe a conferência "Do Silêncio ao Tempo", pela investigadora Maria Mota no âmbito do ciclo de conferências "Ver o Não Visto", dedicado a Maria de Sousa. Por Maria Mota: Durante muito tempo, a fase hepática da infeção por Plasmodium foi considerada uma etapa silenciosa: o parasita chega ao fígado, multiplica-se durante alguns dias sem provocar sintomas e só depois, ao invadir os glóbulos vermelhos, começa aquilo a que chamamos malária. Quando comecei a estudar esta fase da infeção, há mais de duas décadas, uma das perguntas que nos acompanhava era precisamente se esse silêncio seria real.Ao longo dos anos fomos descobrindo que não é. O fígado reconhece a presença do parasita, desencadeia respostas imunitárias e envia sinais cujas consequências podem persistir muito para além dessa primeira fase da infeção. Mostrámos recentemente que acontecimentos iniciados no fígado podem mesmo alterar a produção e a idade dos eritrócitos que o parasita encontrará mais tarde no sangue e, dessa forma, contribuir para determinar a evolução da doença. O espaço onde uma interação acontece e o tempo em que acontece tornam-se, assim, parte da própria biologia da infeção.Esta será também uma palestra sobre outro tipo de percurso. O meu começou, em grande medida, quando Maria de Sousa me escolheu para fazer parte do Mestrado em Imunologia que criou no Porto. Dessa escolha nasceram Mill Hill, Nova Iorque e uma vida dedicada à ciência. Maria de Sousa ensinou várias gerações de cientistas a fazer perguntas antes de existirem caminhos para encontrar as respostas. Esta é a história de algumas das perguntas que eu tive a sorte de poder fazer.Informações: 214 815 920 (chamada para rede fixa nacional)Organização: Câmara Municipal de Cascais
Como chegar
Local
Casa Reynaldo dos Santos e Irene Quilhó dos Santos
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